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Segunda-feira, 30 Mar 2009
Mon nom est Feromônio IV
(Conto original 4)
Havia uns dez anos que não a via, e uns 20, que não a comia. Na minha cidade, Gravatahy, que no meu tupi-guarani quer dizer “ponta de guampa”, o movimento automobilístico é grande nas poucas avenidas principais, por isso estava eu me deslocando em uma travessa vicinal, quando a vi, na calçada, afastando-se do carro e indo em direção a um portão. O imponderável do destino nos deparou. Cara, ela continuava muito, mas muito gostosa. Minhas duas mãos, certamente com uma ordem expressa do meu tigrão, guinaram o volante para a direita.
– E aí, guria, visitando a sogra?
– Oi, Eki, há quanto tempo?
– Quem mandou tu ti mudares para longe?
(N.T.: aqui, presume-se que a Mulher Três, em questão, havia se mudado para alguma outra cidade, distante, mas não tanto).
– Pois é. Vim trazer pra ela uns documentos que o Corno Três pediu. E tu, como estás?
– Tudo bem, tudo na paz, mas, poderia estar melhor se tu ainda morasses por aqui e blá, blá, blá...
– Tchau! Um abraço na Mulher Um (N.T.: esposa de Eki).
Rapaz, liguei o carro e segui adiante com as duas cabeças à milhão. Isso não poderia ficar assim. Ainda mais que eu ouvira, meses atrás, zunzum sibilino e a boca pequena, de que ela havia pulado a cerca conjugal. Não poderia perder essa chance única. O cabrão estava longe, viajando, certamente traindo “ela”. Liguei para uma amiga em comum:
– Oi, aqui é o Eki. Por acaso, não tens o telefone da Mulher Três... É que eu soube que ela esta aqui, e gostaria de dar um recado pro Corno Três, blá, blá, blá...
Consegui o número.
– Oi, menina! desculpa te ligar, mas quero saber se a tua promessa ainda está de pé, por que ele já está.
– Como conseguiu meu telefone e que promessa?
– A de sempre ser meu amante!
Silêncio absoluto no outro lado da linha. Eu, corajosa e pretensiosamente, insisto:
– Tá, e aí. Vamos pro motel?!
– Vou pensar.
– Pensa bem!
–Vou demorar aqui na Dona Três, uma meia hora, já te ligo, Marli. Um beijo. Tchau!
Olhei as horas no painel do carro. Pensei profundamente. Passados cinco minutos, fui pro estacionamento estratégico de um posto de gasolina. Parei. Pensei novamente. Que 30 minutos eternos! Acho que ela não vai me ligar. Toca o celular, nada a ver. Passados 22 minutos, ela liga.
– Tu é louco, se a velha imagina e ela não é boba...
– Calma! Estou aqui em tal lugar, blá, blá, blá.
– Não vai dar. É muito arriscado.
– O deleite sexual proibido aos amantes é o mais completo prazer para quem o desfruta – filosofei e continuei. - Eu não vejo a hora de te abraçar, te acariciar, sentir os teus peitinhos e alisar seus dois lindos botões e, descer no umbigo e chegar até o matinho escuro, em nome dos velhos e bons tempos, ... venha me beijar, minha ....
Tropecei na minha apaixonante conversa, mas, ela, com voz maliciosa, me liberou.
– Eki, tô indo!
Meu Deus! Respirei fundo. Eu ia comer a Mulher Três depois de mais de duas décadas. Senti uma reunião íntima de lembranças ao mesmo tempo ternas e lascivas. Como seria meu desempenho. Não podia decepcionar. Ela teve dois filhos. Vestida ela estava linda, mas nua...
Foi tudo maravilhoso





