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Segunda-feira, 30 Mar 2009
Mi nombre es Ferômonio III
(Conto original 3)
Parafraseando um dos maiores poetas de todos os tempos – se não o maior –, o chileno nascido Nefatli Ricardo Reyes Basoalto – Prêmio Nobel de Literatura de 1971.... e, antes que eu seja execrado por tal tradução livre e muito mal desenvolvida, de antemão peço desculpas a Pablo Neruda (in memoriam), bem como, ao seu extraordinariamente numeroso séquito de cultuadores*.
Confesso que comi
(E aí, Neruda? Me ajuda!)
“Estas memórias ou lembranças são intermitentes e, por momentos, me escapam porque a vida é exatamente assim. A intermitência do sonho nos permite suportar os dias de abstinência sexual. Muitas de minhas lembranças se toldaram ao evocá-las, viraram lixo como uma camisinha irremediavelmente furada.
As memórias do memorialista não são as memórias de um copulador. Aquele viveu menos, porém fotografou muito mais e nos diverte com a perfeição dos detalhes; este nos entrega uma galeria de fantasmas sacudidos pelo fogo e a sacanagem de sua época.
Talvez não tenha comido a minha própria mulher, talvez tenha comido a mulher dos outros.
Do que deixarei escrito neste blog se desprenderão sempre – como nos arvoredos de outono e como nos tempos das vinhas – as folhas amarelas que vão morrer e as uvas que reviverão no vinho aveludado e libidinoso.
Minha vida sexual foi uma vida feita de muitas mulheres - reais e imaginárias: uma vida feromona.”
*Tradução neologista





