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Terça-feira, 14 Jul 2009
Il mio nome è Feromônio VIII
“Nossa, como é grande!”
Essa é a frase que eu ouvia, volta e meia, entre uma forte aventura cariciável e outra.
Com certeza, é a sentença máxima que um homem quer e gosta de ouvir de uma mulher.
Comigo não era – e não é – diferente.
Se, verdade ou não, é outra história.
Na pérfida arte sexual, a imaginação é o feixe propulsor do farol do sobrenatural orgasmo. Assim sendo, de que importa o real tamanho da lança?
Hoje, já no inverno de minha vida, olho para a minha arma – ou o que sobrou dela – e desconfio de que pelo menos uma dúzia de mulheres mentiu ou exagerou no afã da glória ao pai. Porém, o importante - realidade, ficção, hipérbole...- é que emoções eu senti.
Mas cá pra nós e para sepultar (termo mais que apropriado em se tratando de minhas ferramentas, hoje) de vez com esse assunto “Nossa, como é grande!”, olhando agora, e olhando bem, e comparando com o que vi, ao longo de minha vida venturosa e libidinosa, entre filmes pornôs, nas tvs dos quartos de motéis, envolto em lençóis ou imerso em jacuzzis, as mulheres iludiram-me com esse consagrador elogio. A maior menção que um homem pode receber na face da terra, enquanto em vida e até mesmo, depois de sua morte.
Pra mim, o importante mesmo é que pequeno, médio ou grande, ele foi um exímio trabalhador.





