• Terça-feira, 14 Jul 2009

    Il mio nome è Feromônio VIII

    “Nossa, como é grande!”
    Essa é a frase que eu ouvia, volta e meia, entre uma forte aventura cariciável e outra.
    Com certeza, é a sentença máxima que um homem quer e gosta de ouvir de uma mulher.
    Comigo não era – e não é – diferente.
    Se, verdade ou não, é outra história.
    Na pérfida arte sexual, a imaginação é o feixe propulsor do farol do sobrenatural orgasmo. Assim sendo, de que importa o real tamanho da lança?
    Hoje, já no inverno de minha vida, olho para a minha arma – ou o que sobrou dela – e desconfio de que pelo menos uma dúzia de mulheres mentiu ou exagerou no afã da glória ao pai. Porém, o importante - realidade, ficção, hipérbole...- é que emoções eu senti.
    Mas cá pra nós e para sepultar (termo mais que apropriado em se tratando de minhas ferramentas, hoje) de vez com esse assunto “Nossa, como é grande!”, olhando agora, e olhando bem, e comparando com o que vi, ao longo de minha vida venturosa e libidinosa, entre filmes pornôs, nas tvs dos quartos de motéis, envolto em lençóis ou imerso em jacuzzis, as mulheres iludiram-me com esse consagrador elogio. A maior menção que um homem pode receber na face da terra, enquanto em vida e até mesmo, depois de sua morte.
    Pra mim, o importante mesmo é que pequeno, médio ou grande, ele foi um exímio trabalhador.

    Postado por Ike Saltiel   às 16:53   |  Comentários (0) [ Regras para Comentários ]

  • Segunda-feira, 13 Jul 2009

    Mein name ist Feromônio VII

    Tardinha resplandecente; horário de verão.
    Ela não foi embora com as suas colegas de trabalho porque o seu marido – o Corno Cinco – era muito ciumento. Vinha de carro, como um cão de guarda feroz, busca-la religiosamente sempre antes do horário. No caso, 18h.
    Felizmente, pra mim, nesse dia, ele se atrasou.
    Ficamos na fábrica sós, eu e aquela gostosa. Duas nádegas com carne de primeira lembrando uma bola de futebol de salão dividida no meio e muito bem embaladas a vácuo em uma calça colante roxa.
    Eu já vinha flertando com ela há algumas semanas, mas ainda me faltavam duas coisas: oportunidade e objetividade.
    A primeira sorriu pra mim e a segunda eu tratei de agarrar com as duas mãos. Ela, a Mulher Cinco, também.
    Meu deus, a dona era muito puta e foi muito fácil e bom demais.
    Como fui ingênuo, não percebendo antes os sinais enviados por uma mulher muito afim. Mas, felizmente, os dias perdidos em busca de aproximação para a cerimônia libidinosa foram compensados, em uns quinze minutos, com um dos melhores boquetes seguido de foda da minha vida, somente interrompidos por uma buzinada.
    Bem na hora. O ato contínuo já estava consumado. Era ele. Estava meio bêbado – daí o atraso -, feliz e senhor de si. Orgulhoso com sua tática de cuidar de sua amada.
    Lá se foram. Ela com a consciência pesada e ele com tesão alcoólico. Uma perfeita combinação para apimentar a relação sexual de um casal que luta contra a rotina.
    A partir desse dia, durante uns cinco anos, umas duas vezes por semana, deixei-a em débito com a sua consciência e em crédito com o seu vestíbulo vaginal.
    Pouco depois, teve um lindo filho – com o marido.
    Passado alguns anos, nos encontramos, fodemos sem parar – ela era muito puta - e ela me contou que havia se separado. Não podia viver sem um homem, por isso, já estava morando, em sua casa, com outro. Fazer o quê?

    Postado por Ike Saltiel   às 17:35   |  Comentários (0) [ Regras para Comentários ]

Eki Leitlas - O Autor

Nascido em 1857, sabe-se lá onde. Errou mundo afora, desde o extremo sul da China, em Cantão¹ (imputa-se a ele a vinda da raça dos cães Chow-chow² para o Ocidente, em especial a Cachoeirinha) até Gravataí³, visto que, suas garatujas foram encontradas na Fonte do Forno, na Aldeia dos Anjos.



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